Regata – Barcos Tradicionais do Tejo e de São Martinho do Porto

PORTUGAL
Chegaram pelas nove da manhã de sábado ao Clube Náutico de São Martinho do Porto. Consigo trouxeram o S.João, o Leonor Neto e o Senhor dos Aflitos, barcos tradicionais do Tejo, utensílios artesanais de reparação naval, histórias e ensinamentos, e muito boa disposição.
Depois de um animado convívio e almoço na sede, a Marinha do Tejo, em parceria com o Clube Náutico, presenteou os convidados, e quem passava no Cais, com uma incitante narração da história da construção, manutenção e vida nos Barcos Tradicionais do Tejo. Entre as profissões apresentadas, como o pintor, o ferreiro, o carpinteiro e o “mestre velas”, foi o “Sr.Quim”, dos poucos e raros que ainda praticam a “arte de calafatar”, que fez uma demonstração prática da aplicação da estopa, revelando o seu segredo – enrola a estopa no seu joelho. “São sons únicos, os compassos da música da aplicação da estopa”, observa João Gregório (arrais do barco “Boa Viagem” da Câmara Municipal da Moita), e acrescenta, ainda, “Hoje em dia, já são raras as pessoas que praticam esta arte. Se desaparecer, os barcos em madeira estão condenados.”
Seguiu-se um workshop de aprendizagem do Nó “Lais de Guia”. João Gregório apresenta uma mnemónica para a execução do Nó: “Pega-se num cabo, cordas não existem a bordo, desenha-se um poço, numa das pontas temos uma cobra e a cobra vai sair do poço. Sai do poço, passa por detrás do tronco da árvore e volta a entrar no poço.”
Com isto, o Clube Náutico de São Martinho do Porto e a Marinha do Tejo, pretenderam destacar a importância de manter esta tradição, de geração em geração, dos Barcos Tradicionais Portugueses, que é tão de Portugal, como é, ela própria, Portugal.

(Texto por: Bruna Bernardino – Clube Náutico de São Martinho do Porto)